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Serviços de carsharing crescem e viram alternativa contra o coronavírus

Startup Turbi oferece oito modelos diferentes para alugar por hora ou diária

O coronavírus ainda está longe de ser erradicado no mundo inteiro. Por isso, quem precisa se locomover em meio à pandemia procura alternativas para manter o distanciamento social, algo difícil em meio ao transporte púbico quase sempre lotado nos horários de pico.

Neste cenário, os serviços de carsharing surgem como alternativa aos que tem condições financeiras de pagar pelo aluguel de um veículo compartilhado. Duas empresas que já atuam no setor há alguns anos se destacam: a Turbi e a Moobie.

Fundada em 2018, a Turbi é uma startup que atua no serviço de compartilhamento de veículos. Mesmo em meio ao caos do Covid-19, a empresa segue crescendo e mantém as projeções para este ano.

“Hoje estamos com 700 carros e caminhando para chegar a 800. Deveríamos estar com uma frota maior, mas precisamos segurar o crescimento por conta da pandemia. De toda maneira, ainda acreditamos no plano que havíamos traçado para este ano e nossa projeção é terminar 2020 com uma frota de 5 mil carros”, garante Luiz Bonini, diretor de marketing da Turbi.

Como funciona?

Após fazer um breve cadastro, o usuário pode procurar o ponto de retirada mais próximo de sua localização. A startup conta atualmente com 400 pontos de atuação na Grande São Paulo, entre estacionamentos, condomínios comerciais e residenciais e aeroportos.

Todos os lugares contam com segurança e acesso 24h, permitindo que o usuário retire o veículo no horário que desejar.

Depois de escolher o carro desejado, o cliente tem 30 minutos para chegar até o local de retirada. Caso cancele a solicitação, uma taxa é cobrada no cartão de crédito cadastrado no aplicativo.

Por meio do smartphone é possível destravar as portas e verificar o nível de combustível. Todo carro possui um cartão em seu interior para que o usuário realize o abastecimento caso necessário.

Gasolina na faixa

Todos os veículos são equipados com transmissão automática. São oito modelos disponíveis: Hyundai HB20, Ford Ka, Chevrolet Onix, Mitsubishi ASX, Mitsubishi Lancer, Nissan Kicks, Mini Cooper S e Mini Cooper Cabrio.

As tarifas partem de R$ 6 por hora mais uma taxa por quilômetro rodado, que também varia de acordo com o modelo escolhido.

Antes de retirar e devolver o veículo, o Turbi pede que o usuário fotografe o carro para reportar eventuais danos, como forma de eximi-lo da responsabilidade de pagar pelo reparo caso o veículo esteja danificado.

“O serviço pede que o usuário tire fotos do carro, então naturalmente conseguimos fazer um rastreamento de quem não reportou danos. Neste caso, nós entramos em contato com o cliente e apresentamos cotações de três a cinco funilarias com as quais temos convênio. Hoje temos mais de 75 funilarias conveniadas para reparar danos leves”, afirma.

Diferente de locadoras de veículo e até de serviços de compartilhamento de bicicletas, o veículo não pode ser devolvido em um local diferente de onde foi retirado. Segundo Bonini, os custos com logística inviabilizam a ideia.

“Precisaríamos ter uma malha de estacionamentos muito grande para isso, além de uma frota muito grande e de uma estrutura de logística para realizar as devoluções. É por isso que investimos em uma rede de pontos cada vez maior. Assim, quando você precisar (de um veículo), o carro vai estar lá”, assegura.

Alugue seu carro

Para quem está trabalhando de casa e não precisa do carro, alugá-lo pode ser uma boa solução. É o que oferece a moObie, startup fundada por Tamy Lin, que teve a ideia após voltar de uma temporada de estudos nos Estados Unidos. “Hoje somos praticamente os únicos a oferecer esse serviço de ‘peer to peer’, que é como se fosse um ‘Air BNB dos carros’. Alguns parceiros nossos já conseguiram ganhar até R$ 10 mil alugando seu carro, além de R$ 1 mil por mês durante a pandemia”, revela Tamy. Para os usuários, eles precisam ter uma carteira de habilitação válida (e não provisória), menos de 25 pontos em seu prontuário, não ter pendências com o Denatran, não possuir processos judiciais rerelacionados a fraudes e não apresentar comportamentos que possam “representar um risco para nossa comunidade”, como dirigir em alta velocidade ou embriagado.

A moObie oferece seguro, mas é importante que o proprietário do veículo disponibilizado para aluguel também tenha seguro para que o proprietário não precise realizar a vistoria. Atualmente, o serviço está presente em mais de 180 cidades de todo o país e conta com mais de 570 mil usuários cadastrados, que podem escolher entre mais de 1.000 modelos disponíveis. “Nós oferecemos um pacote de locação mensal para quem prefere usar um carro temporariamente, por um ou dois meses, algo muito procurado nos últimos meses justamente por conta do receio do coronavírus”, revela Tamy. Independente da pandemia, alguns usuários (que são chamados pela moObie de “parceiros”) já enxergam o serviço como uma fonte de renda. “Muitos proprietários colocam mais de um carro (para locação) e eles já viram que é uma boa forma de retorno financeiro. Na moObie ela consegue tirar de R$ 800 a 1200. Muita gente já começa a ver a moObie como um negócio. Nossa estimativa é que podemos gerar um retorno de 8 a 10 vezes em relação a uma poupança, por exemplo”. A empresa também aceita empresas que estão com frotas temporariamente paralisadas por conta da pandemia. “Acho que a beleza do negócio é que, além de não colocarmos mais carros nas ruas, a gente ainda ajuda a otimizar o uso de um ativo (carro) que costumaria ficar parado durante esse período”, conclui Tamy.

E a desinfecção dos carros?

Se os serviços de carsharing despontam como alternativa ao transporte público, por outro lado é preciso realizar o processo correto de desinfecção. A Turbi garante que está seguindo todos os procedimentos de higienização em sua frota e disponibiliza frascos de álcool gel dentro dos carros. No caso dos veículos da moObie, a limpeza é de responsabilidade dos proprietários dos carros que são alugados.

Fonte: Uol

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